BLOG do CARBONO

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Sem estabelecer metas, relatório sobre mudanças climáticas pede "compromisso" do Brasil

Por Claudia Andrade De Brasília

O relatório final da Comissão Mista Especial sobre Mudanças Climáticas, apresentado nesta quarta-feira no Senado Federal, traz 51 recomendações, ao longo de 255 páginas, mas nenhuma meta de redução da emissão de gases de efeito estufa. Segundo o senador Renato Casagrande, relator da comissão, o objetivo do relatório é "fortalecer a tese de responsabilidades comuns, mas diferenciadas". "Os países desenvolvidos têm metas, mas Brasil, Índia, México, África do Sul não podem só cobrar dos desenvolvidos. O Brasil, mesmo não tendo metas, precisa estabelecer um compromisso por meio de políticas públicas", disse. O texto apresentado prevê "compromissos setoriais voluntários de controle de emissões de gases de efeito estufa, como base para a estruturação de um mercado doméstico de créditos de carbono". Também pede a organização de uma nova cúpula mundial sobre desenvolvimento sustentável no Brasil em 2012, a Rio + 20.Ao relacionar os principais pontos do texto, o senador destacou ainda a proposta de criação do Fundo Ambiental do Mercosul - apresentada originalmente pelo senador Aloizio Mercadante antes mesmo da criação da Comissão Mista Especial - e de gestão integrada da floresta amazônica pelos países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. Além do Brasil, fazem parte da OTCA Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.Casagrande também salientou a necessidade de se estabelecer políticas locais relacionadas às mudanças no clima. "Esse não é um tema só do país, mas sim de todos os níveis de governo. Por isso, vamos propor aos governadores e prefeitos de cidades com mais de 100 mil habitantes que estabeleçam uma política local, fazendo mapas de vulnerabilidade para servir como base de atuação", disse. A lista de destaques do senador incluiu ainda a proposta de realização de leilões específicos para aquisição de energia eólica e biomassa e criação de cooperativas de pequenos produtores para geração de energia. "Também precisamos continuar investindo em pesquisa e trabalhando para tornar o padrão de consumo mais responsável. O mais difícil é que o debate político se torne realidade", resumiu. O relatório foi aprovado pelos integrantes da comissão, que pediram ainda a prorrogação dos trabalhos. "Vamos tentar prorrogar por mais seis meses, até o fim deste ano, para dar continuidade aos debates sobre este tema que é tão importante para o Brasil e para o mundo todo", disse Casagrande

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Geleira peruana desaparece por causa do aquecimento global

O aquecimento global foi o responsável pelo desaparecimento da geleira Broggi, que fica na Cordilheira Blanca peruana, informou neste domingo (11) o diretor da Unidade de Glaciologia do Instituto Nacional de Recursos Naturais (Inrena), Marco Zapata. A geleira Broggi teria desaparecido em 2005, apesar de ter contado com uma superfície superior a 1,8 quilômetro quadrados em 1995, segundo a agência oficial Andina. O Broggi ficava a leste da cidade de Yungay, na província de Huaraz, e aproximadamente 400 quilômetros ao nordeste de Lima.
Além disso, Zapata informou que a geleira Pastoruri também está retrocedendo rapidamente e já não é considerada um nevado (montanha com neves permanentes), mas uma simples cobertura de gelo por causa da perda de 700 quilômetros quadrados de geleira. "Vemos também o que era apenas uma massa de gelo que se dividiu em dois e que continua o processo de retrocesso e diminuição da geleira" declarou o cientista.

Diminuição constante
Zapata afirmou que a superfície da Cordilheira Blanca, a cadeia montanhosa coberta de gelo que atravessa o centro do Peru, é de 535 quilômetros quadrados, o que representa uma diminuição de 25% em relação à existente em 1970. O cientista lembrou que entre 1948 e 1977 a média de retrocesso anual das geleiras na cordilheira era de entre oito e nove metros por ano, mas desde 1977 até o momento o retrocesso é da ordem de 20 metros. "Há 30 anos começou a acontecer um retrocesso bastante acelerado das geleiras, o que é indubitavelmente conseqüência do aumento de temperatura global do ambiente. São muitos os fatores, mas todos conseqüência da mudança climática", declarou. Além disso, Zapata lembrou que com relação às geleiras não há formas ou técnicas para possibilitar sua recuperação. Teria que começar "a aplicar medidas que permitam diminuir o aumento da temperatura global que origina a mudança climática, mas é uma questão de esforço em nível de todos os países do mundo", explicou.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Cientistas conseguem transformar vilão CO2 em gás natural metano

Solução inclui encontrar método para a reutilização do gás que permita reduzir presença na atmosfera.
Pesquisadores britânicos conseguem transformar CO2 em gás natural
Barcelona - Uma equipe de pesquisadores britânicos, dirigida pela cientista espanhola Mercedes Maroto-Valer, desenvolveu uma tecnologia capaz de transformar o dióxido de carbono (CO2), o principal responsável pela mudança climática, em gás natural.
Isto foi revelado à Agência Efe por Maroto-Valer, chefe do Centro para a Inovação em Captura e Armazenamento de Carbono (CICCS, em inglês), da Universidade de Nottingham (Reino Unido).
Trata-se de um laboratório pioneiro na busca de soluções que permitam capturar e processar o CO2 para reduzir a presença do gás na atmosfera. O CICCS já projetou vários procedimentos para capturar o CO2 emitido pelas indústrias mais poluentes, como as centrais termelétricas, as companhias de cimento e as petrolíferas, e armazená-los em sedimentos geológicos, como poços de petróleo ou de gás já esgotados, minas de carvão e formações geológicas.
No entanto, esta possível solução para reduzir a presença de CO2 na atmosfera apresenta alguns inconvenientes, já que não se sabe o tempo máximo que o gás poderia permanecer armazenado, e existe o risco, "imprevisível, mas possível", que haja fuga em grande escala, o que poderia causar graves conseqüências ambientais.
A solução, além de "esconder" o CO2 sob a terra, inclui encontrar um método que permita a reutilização deste gás para conseguir, com segurança e eficácia, a redução de sua presença na atmosfera e diminuir o aquecimento global.
A equipe da Maroto-Valer trabalha atualmente em uma tecnologia capaz de transformar o CO2 em metano graças a um processo similar à fotossíntese. "As plantas usam CO2, água e luz e os transforma em açúcares. Nós fazemos um processo parecido. Também usamos luz, água e CO2, mas, em vez de gerar carboidratos, produzimos metano", explicou a pesquisadora.
Maroto-Valer afirmou que a aplicação da tecnologia em escala mundial permitiria obter o "ciclo perfeito da energia", já que "o CO2 seria passado a gás natural e deste ao CO2 novamente".
"Seria a solução perfeita", destacou. A cientista frisa que o mais importante na luta contra a mudança climática é "não se concentrar em um único processo", mas desenvolver várias soluções possíveis, aplicáveis segundo as necessidades de cada país.

As informações são da EFE
Fonte: O Dia - RJ

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Países devem aumentar metas para conter desastre climático

Ao pesquisar amostras nucleares do fundo do mar, cientistas descobriram que as metas atuais adotadas por países desenvolvidos para reduzir as emissões de carbono estão muito abaixo das necessárias para se evitar um desastre climático.
O chefe do Instituto de Estudos Espaciais Goddard da Nasa em Nova York, James Hansen, e sua equipe utilizaram-se de evidências da história da Terra para obter um cenário mais preciso da sensibilidade do clima. Hansen diz que o resultado dos seus estudos é mais confiável do que o dos realizados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (fundamentados em modelos teóricos).
Com base nas amostras nucleares tiradas do fundo oceano, os cientistas traçaram os níveis de CO2 por milhares de anos e verificaram que há 35 milhões de anos, durante a Era Glacial em que o planeta começou a se esfriar, a concentração de CO2 na atmosfera era de 450 ppm.
A partir dessa informação, Hansen conclui que a meta atual de corte de emissões na União Européia – a mais restrita do mundo, que visa estabilizar as emissões em 550 partes por milhão (ppm) - é insuficiente para conter o avanço das mudanças climáticas. Ele sugere que seja alterada para 350ppm para que o planeta seja preservado.
“As emissões de CO2 na atmosfera já alcançaram um nível perigoso de 385 partículas por milhão, o que representa um ponto crítico", explica.
A pesquisa revela que, com níveis tão altos quanto 550ppm, a Terra se aqueceria 6ºC. Estimativas anteriores acreditavam que o aquecimento seria de apenas 3ºC.
"Se nós ficarmos a 450ppm por tempo suficiente, o aquecimento provavelmente derreterá todo o gelo - o que irá gerar uma elevação de 75 metros no nível do mar. O que nós descobrimos é que a meta que todos nós temos buscado está fadada a levar-nos a um desastre - um desastre garantido", enfatiza.
O trabalho também contou com evidências recentes que mostram o efeito do chamado mecanismo de feedback – como no processo em que o derretimento das capas de gelo são substituídas pelo oceano e reduzem o efeito albedo, o que significa mais calor absorvido e a retirada mais rápida do gelo.
Com a redução do gelo, compõem-se o efeito de aquecimento. Tecnologias de satélite mostraram que nos últimos três anos as camadas de gelo estão derretendo mais rápido do que o esperado, com grandes perdas de massa principalmente na Groelândia e na região Oeste da Antártica.
Hansen diz que agora considera “implausível” a visão de muitos cientistas de que o derretimento das camadas de gelo levaria milhares de anos para ocorrer. “Se continuarmos no mesmo ritmo, eu não vejo como o Oeste da Antártica sobreviverá mais de um século. Nós estamos falando do aumento do nível do mar em pelo menos alguns metros ainda neste século”.
Histórico
Desde que os primeiros estudos supondo o aquecimento da Terra começaram a ser publicados, entre as décadas de 1960 e 1970, Hansen se mostrou intrigado com a possibilidade de os humanos anularem a natureza e forçarem um aquecimento global.
“Há mais de um século sabe-se que o aumento do CO2 poderia provocar um efeito na temperatura global”, afirma o cientista ao lembrar dos trabalhos pioneiros na área, datados do século 19. Mas um aquecimento global em um futuro próximo é outra questão.
As primeiras experiências de Hansen na área iniciaram com um modelo climático para simular como as mudanças na atmosfera alteram a temperatura média da Terra. Ele avaliou o acúmulo de gases do efeito estufa produzidos pelo homem (exceto CO2) para ver se o efeito no clima poderia ser sentido globalmente. Surpreso, descobriu que o aquecimento provocado por todos esses gases juntos é comparável ao efeito de aquecimento do CO2.
Hansen também estudou o período em que Terra apresentou um resfriamento, entre 1940 e 1970, e concluiu que o fenômeno era atribuído tanto a causas naturais, como a ocorrência de vulcões e a atividade solar; quanto a um fator humano: o uso de aerossóis.
Enquanto os gases causadores do efeito estufa forçavam o clima na direção do aquecimento, os aerossóis (produzidos em larga escala depois da Segunda Guerra Mundial) causavam um resfriamento, porque as suas partículas liberadas no ar absorviam a luz solar.
Ao se provar os malefícios dos aerossóis para a saúde das pessoas, para a agricultura e para os recursos naturais, a população passou a rechaçar o uso desses produtos. Enquanto isso, a queima de combustíveis fósseis cresceu em ritmos acelerado, principalmente com a expansão da indústria do petróleo. Assim chegamos ao ponto atual de aquecimento do planeta.
“Eu acredito que a necessidade de uma ação para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa é urgente, principalmente porque estamos prestes a alcançar o ponto de não-retorno”, avalia. “As evidências mostram com uma clareza razoável que um acréscimo de 1oC no aquecimento global poderá nos deixar em um território muito perigoso”, conclui.

Por Sabrina Domingos, CarbonoBrasil

quarta-feira, 26 de março de 2008

Orientador do TCC- Créditos de Carbono

Já está definido e contatado o orientador do TCC - Créditos de Carbono da segunda turma do MBA/FIA-Metrô : Professor Luiz Gilvan Meira Filho.
A assistente dele, sra. Ines (copiada), informa que para contato virtual usar o ineshita@usp.br .

Trabalho de Conclusão de Curso - SUMÁRIO

Por Claudio Vieira

Comecei a elaborar uma estrutura para o nosso TCC, a partir de um material de pesquisa. Abaixo segue o sumário proposto.

1 Introdução
( delimitação clara do assunto tratado, os objetivos, as justificativas da pesquisa, os esclarecimentos do ponto de vista sob o qual o assunto será tratado. É através da introdução que o leitor colhe a primeira imagem do trabalho) .
Acredito que a apresentação que o Meca fez na FIA se encaixa neste ítem.

2 Convenção - Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima
2.1 Resumo
2.2 Conferência das Partes - Resumo

3 Creditos de Carbono

4 Mecanismos de Flexibilização
4.1 Comércio Internacional de Emissões
4.2 Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
4.3 Implementação Conjunta

5 Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
5.1 Definição
5.2 Categorias de Projetos
5.3 Etapas dos Projetos
5.4 Estatísticas no Brasil e no Mundo

6 Panorama Mundial

7 Panorama Brasil

8 Setor de Transportes
8.1 No mundo
8.2 No Brasil

9 Metrô de São Paulo
9.1 Contextualização (incluir entrevista com Cortês)
9.2 Situação (ações da AGS no PE)
9.3 Potencialidades (propostas de possíveis projetos)

10 Conclusão

Anexos,
A : Protocolo de Quioto
B : Lista dos países signatários
C : Sequestro de Carbono
D : Comissão Interminesterial de Mudança de Clima - CIMGC
E : Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas

Referências Bibliográficas

Solicito comentários do grupo para iniciar a tomada de apontamentos e o esboço da monografia. Previsão para conclusão desta fase até 31/03/08.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Análise Financeira do Mercado de Carbono do Banco Real/ABN Amro

Nesta última semana, o allowance veio caindo cerca de €1,00, entretanto, apesar da resistência para ultrapassar a linha dos €21,00 devido principalmente ao tímido interesse das companhias energéticas pela commodity em razão das condições do tempo pouco motivadoras à intensa geração de energia a partir de fontes fósseis (abundância de vento e chuva e temperaturas acima do estimado), uma subida repentina no preço do óleo ontem, puxou a cotação do EUA a até €21,40. Apesar dos movimentos mais sutis, o CER com entrega garantida em dezembro-2008 vem acompanhando a oscilação do allowance; tendo caído cerca de €0,70 e também recuperado ontem com fechamento em € 15,50.Resumindo, o mercado continua meio sem rumo: após a forte queda em janeiro houve certa recuperação, mas não até os níveis do último trimestre do ano passado. Sobre a perspectiva no longo prazo, escrevemos na sessão abaixo.
Preços de créditos de carbono (€/tCO2e)
Referência
05Mar
Dez07
EUA Dez08
21,24
22,41
CER Dez08
15,50
16,90
Fonte: European Climate Exchange, ReutersMDL – devemos ser otimistas ou nao com o futuro?Na semana passada a Point Carbon, agência de notícias e análise do mercado de carbono, anunciou suas estimativas para o mercado em 2008. Segundo a análise, o crescimento deverá ser de 2.7 bilhões de toneladas, ou EUR 52 bilhões em 2007, para 4.2 bilhões de toneladas, ou EUR 61 bilhões em 2008.A fatia de MDL deste mercado deve continuar crescendo, para 25%, ou EUR 15 bilhões. Boas notícias para quem está desenvolvendo um projeto de MDL e um incentivo para quem está considerando entrar neste mercado. Apesar dessas expectativas de crescimento continuado dos mercados, as análises para pós-2012 têm deixado certo grau de confusão no mercado. Afinal, o plano anunciado pela Comissão Européia de reduções significativas de emissões dos 27 países, trará boas notícias para a demanda de CER’s no futuro, sim ou não? E como os resultados das negociações globais, no âmbito da ONU/UNFCCC podem influenciar o mercado? As opiniões dos analistas não têm sido unânimes. Vamos analisar a situação para tentar entender melhor.Por um lado, as tendências são claras. A COP em Bali, em dezembro do ano passado, fechou um compromisso histórico entre 190 países, para se chegar, até dezembro de 2009, a um acordo global sobre as reduções de emissões no período 2013-2020. Os EUA devem finalmente assumir uma meta real. Também devem continuar pressionando para que os maiores emissores entre os países em desenvolvimento (os chamados países BRIC,acrescentando provavelmente o México e a África do Sul) assumam metas também. Logo depois, em fevereiro, a Europa lançou seu plano, unilateralmente se comprometendo com metas de 20% de redução, podendo ser aumentado até 30%, dependendo do resultado das negociações globais. Ou seja, estamos convergindo claramente para um mundo de baixas emissões.Por outro lado, até estas tendências se traduzirem em sinais claramente positivos para os mercados de crédito de carbono, deve-se passar bastante tempo ainda. Mercados precisam de certezas para operar numa maneira eficiente. Compradores precisam saber quanto serão as metas de reduções e como serão as regras. Por enquanto as empresas não sabem isso e subsequentemente, poucas têm interesse em comprar allowances ou créditos de carbono para os prazos além de 2012. A maior demanda ainda vem do Banco Mundial, e mesmo assim por volumes muito modestos. A mesma coisa se aplica para as regras de importação de MDL. AEuropa ainda tem que deixar a porta aberta para os vários cenários possíveis. Entre os dois extremos, o de ter um acordo global para um mercado unificado de carbono e nenhum acordo global, ainda existem muitas alternativas. O que acontece se os EUA assumirem uma meta agressiva de reduções, mas não aceitarem o MDL como forma de reduzir emissões?Obviamente temos mais perguntas do que respostas. Mas podemos resumir que a tendência é claramente para uma redução cada vez mais acentuada de emissões, de cada vez mais países e setores. A tendência de crescimento de importância dos mercados como instrumento de alcançar estas reduções também continua. Falta, no entanto, muito ainda para definir regras claras, por prazos longos, para conseguir um funcionamento perfeito destes mercados. Mas somos otimistas: se o mercado de crédito de carbono hoje já movimenta um volume significativo EUR 15 bilhões, o futuro deve ver um múltiplo disso, numa forma ou outra.
Fonte: Banco Real/ABN Amro